Novo foco de investimento

Seguro de vida vira foco de investimento
As mulheres já são 42% dos clientes de seguro de vida, conforme o resultado da pesquisa Target Group Index, do Ibope, com base em 19.456 entrevistas realizadas com pessoas de ambos os sexos das classes AB, C e DE, entre 12 e 64 anos, que representam 45% da população brasileira, ou 64 milhões de pessoas. A pesquisa foi feita nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e nos interiores de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste.
Segundo o diretor de Marketing, Luiz Claudio Friedheim, uma explicação para essa tendência é o fato de que, de uma maneira geral, a expectativa de vida da mulher é mais alta que a do homem e, por isso, o seguro de vida é mais barato. Além disso, a mulher muitas vezes se preocupa mais com a família e de que forma seus dependentes vão ficar, caso um dia ela falte.
"O aumento da participação da mulher no cenário econômico nacional, o crescimento do número de famílias tendo a mulher como principal responsável pelo sustento e o próprio interesse da mulher por produtos que proporcionem proteção financeira aos seus dependentes, são fatores que desencadeiam o crescimento delas no mercado", afirma o diretor.
A seguradora já sente o aumento da procura por este tipo de benefício. Hoje, 49% da carteira total de clientes da empresa são mulheres. A companhia possui um seguro voltado especialmente para o público feminino, o Vida Toda Mulher. Desde 2005, quando foi lançado, até o ano passado, cerca de 71% das clientes que buscaram a companhia para adquirir produtos, contrataram o benefício. Entre as coberturas mais solicitadas dentro do seguro estão as mortes acidental e natural.
A publicitária Valéria Borges contratou um seguro em 2006. Para ela, que é casada e tem dois filhos, o investimento é um dinheiro bem aplicado. "Eu trabalho muito na rua. Sempre estou em reuniões, em gráficas, ando muito de carro. Só em saber que, se algo acontecer comigo, os meus filhos vão receber um dinheiro, sem ficarem desamparados, é um alívio", afirma.
Já a funcionária pública Edilce Sousa resolveu fazer o seguro depois do falecimento dos pais. "Meus pais tinham seguro e, depois que eles faleceram é que eu percebi o quanto é importante. Não tenho filhos, mas deixei os meus sobrinhos como beneficiários. Nunca se sabe o que pode acontecer", finaliza.
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Fonte: http://diariodonordeste.globo.
Data de Publicação: 07/03/2010